Introdução
A autora do Giraldo Lopera relata que o arquivo é visto como disciplina baseado a partir de três etapas fundamentais: A consolidação dos Estados Nacionais, a burocratização dos Estados, disciplina autônoma em evolução (momento atual). Essas etapas eram fortemente ligadas a formação acadêmica que de certa forma foi grande responsável pela divulgação do manual holandês e defesa de outros assuntos favoráveis a disciplina.
Arquivo como disciplina
Para Lopera a arquivologia é conhecida como disciplina a partir de 1898, com a publicação do manual holandês Handeleiding voor het Ordenen en Beschrijven van Archiven (Manual de classificação de descrição de arquivos), escrito por Samuel Muller, J. A. Feith y Robher Fruin. Ele era composto por princípios teóricos e práticos sistematizado de acordo com as necessidades arquivísticas com suas regras e sistematizações fortalecendo a independência da arquivologia de outras disciplinas.
Através da divulgação do manual, a disciplina começa a se firmar como fonte de pesquisa e por parte do interesse da sociedade e do estado, resultando assim um progresso na teoria e prática arquivística.
Arquivística como disciplina científica
No século XIX e a metade do século XX, historiadores utilizam o arquivo como fonte primária através dos registros, buscando cientificidade através do arquivo, os documentos eram a fonte primordial de informação.
A partir da segunda guerra mundial houve grandes inovações tecnológica que influenciaram o crescimento da produção documental, a partir desse momento era necessário pensar em gestão e planejamento, que envolveria todo a área documental e sua ciência, sempre preocupados com questões de conservação e organização dos grandes volumes documentais.
Segundo Shellemberg o documento tem dois valores: O Primário, quando o acervo documental é útil para administração, e é essencial para organização e funcionamento de uma instituição. E o valor Médio que é voltado para investigação e pesquisa científica.
Semelhanças e diferenças com outras disciplinas
É importante destacar que analisar arquivologia paralelo a outras disciplinas é um processo muito importante para entendimento da disciplina e também para estabelecimento de identidade própria visando a relação e diferenciação do objeto de estudo, como por exemplo a biblioteconomia. A arquivologia pode ser entendida como uma ciência interdisciplinar , o profissional arquivista precisar ter conhecimento vasto e estar atualizado pois a disciplina está em processo de evolução e tem ligação com outras disciplinas, que agregam valores importantes no contexto arquivístico. A tecnologia da informação talvez seja umas das disciplinas que mais desafiam a disciplina, há um forte vínculo entre arquivo e tecnologia, mas ainda é preciso pensar a melhor forma de interação entre ambas, em busca de cientificidade.
Tradição e treinamento em arquivo
A arquivologia como profissão é o principal motivo dos estudos de pesquisadores, há muitas perguntas que precisam ser respondidas no que diz respeito a profissão e atuação dos profissionais. Que lugar essa profissão ocupa na sociedade, onde os profissionais estão trabalhando são duas questões de grande importância para a profissão. Há também questões voltadas para a disciplina, que visa o arquivo num contexto mundial, que também faz questionamentos importantes para o crescimento ligado as questões disciplinares e interdisciplinares.
Pesquisas feitas em 1992, pelo conselho internacional de arquivologia, tendo como base de estudo os cursos e instituições em todo mundo, mostrou que na Europa é possível encontrar o curso em nível universitário em vários países, e também cursos de extensão. Na América do sul é possível visualizar também países que oferecem o curso em nível universitário. Já nos EUA o curso de arquivologia funciona como uma extensão dol curso de biblioteconomia. Essa pesquisa também destacou que os cursos técnicos são organizados pelas associações arquivísticas, arquivos públicos, privados e entidades.
Associação e formação profissional
A criação de associações profissionais foi de grande importância para os profissionais de arquivo. Toda necessidade relacionada a profissão e disciplina é de interesse das associações que tem como objetivo treinamento e a formação universitária. Como exemplo a aurora cita: AAC – Associação dos Arquivistas da Catalúnia, que tem buscado defender a diferenciação entre arquivo, biblioteca e ciência da informação, através de arquivos espanhóis e estudos universitários, baseado no questionamento de que o arquivo tem sua especificidade - 4 de junho de 1992 Debate sobre os estudos arquivísticos nos países da comunidade europeia.
Arquivística e tecnologias da informação e comunicação
A principal discussão quando se trata de tecnologia ema arquivos, é o impacto que monta um paralelo entre fundamentos teóricos e formação de futuros profissionais. Essas duas vertentes, expõe, duas linhas de raciocínio favorecendo uma inserção sólida da tecnologia na arquivística. Naõ há a necessidade de tecnologia se antes não houver uma organização embasada nos processos teóricos da profissão é inteiramente importante e faz parte da boa conduta profissional, que as ações do arquivistas estejam pautadas nos fundamentos teóricos da profissão, dessa forma qualquer que seja a tecnologia utilizada, favorecerá o serviço executado.
A grande incógnita referente a tecnologia da informação e comunicação em arquivos é a confiabilidade e incerteza, por ser uma disciplina atual e que trata de assuntos inerentes a acessibilidade e segurança de documentos, que tem que levar em consideração a mudança do ambiente envolvido e ampliação teórica e prática.
O computador tornou-se uma ferramenta crucial para o arquivista, além de servir como base de dados pode ser utilizado com leitor de mídias ou ser programado para um uso específico dentro das necessidades de um arquivo por isso, é preciso estudar a fundo as novas possibilidades de manuseio e transferência de arquivos, que possibilitem um armazenamento seguro e confiável para a manutenção da informação arquivística de forma integral.
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